segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A RAINHA E O RUGBY

Olá;

Esse uniforme supercolorido acima pertence a uma equipe francesa de rugby, o Stade de France, equipe que há muitos anos atrás apresentou-me oficialmente a esse rude esporte e me cativou e por isso sempre acompanho suas notícias. Bem, essa camisa já está meio desatualizada, foi lançada no ano passado, mas sempre quis saber quem era a figura retratada no uniforme. Aí que finalmente obtive a resposta de que era a rainha Branca de Castela (1188 – 1252) conforme artigo retirado do jornal "LeMonde" e que repruduzo abaixo:

"Graças à extravagância de Max Guazzini, presidente do clube de rugby de Paris, o Stade français, a rainha da França está estampada na terceira camisa do time ao estilo Andy Warhol.
A irreverente camisa foi lançada na Adidas Store do Champs Elysée, no dia 1 de outubro de 2008. Se trata de uma mistura de pop art e de tecido imitando um jeans.Ela sucede o clássico uniforme azul com as flores de lis e o emblema da cidade de Paris, e o também debochado rosa, utilizados nas temporadas anteriores.
O novo uniforme reluz dentro de campo, destacando-se dos belos uniformes tradicionais.Por que a escolha de uma rainha regente do século 13? Eis a pergunta de todos os admiradores do rugby. “Queríamos um rosto feminino. A rainha Branca de Castela foi muito importante, pois foi mãe de São Luis, rei da França. Além disso, foram os alunos do liceu São Luis que fundaram o Stade français”, respondeu Max Guazzini.
Na última temporada, o clube parisiense vendeu 95.000 camisas, 17.000 na Grã Bretanha. So fashionable!
No entanto, há outra explicação para a escolha de Branca de Castela.
Depois da morte de seu marido Luis VIII, em 1226, teve inicio a sua regência e posteriormente a assinatura do tratado de Meaux-Paris em 1229, pondo um fim ao conflito albigense (cruzada contra os cátaros) entre o reino da França e o condado de Toulouse.
A partir de então, as terras occitanas foram anexadas ao Reino da França.
É importante observar que o maior rival do Stade français é o Stade toulousain da cidade occitana, Toulouse.
Na França, os principais times de Rugby encontram-se no sudoeste do país, e muitos em terras occitanas, como por exemplo, Castres e Brive, grandes rivais de Paris."
Fonte: Le Monde

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

OUTUBRO ROSA


Olá;
O Sacerdote de Clio está provisoriamente mudando o seu tradicional visual durante o mês de outubro, em apoio a campanha de conscientização da luta contra o câncer de mama nas mulheres, que diagnosticado cedo, tem 95% de chances de cura total.
O exame de mamografia deve ser periodicamente feito. Visite o sítio MULHER CONSCIENTE e se informem melhor.
Ah, isso vale também para os homens!!! Conversem com suas mães, esposas, namoradas, filhas e amigas para que seja criado um círculo virtuoso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


Olá;

Hoje a minha cidade entrou para História.

Vamos torcer para que a data de hoje seja o "dia da virada" de uma cidade, e de um país, que merece ser feliz.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: ENTRE O DESFILE CÍVICO E A PRAIA.

Olá;
Quem entrou no Google nesse dia 07 de setembro, 187° aniversário da emancipação política do Brasil, observou a simpática homenagem.


E eu gostaria de mostrar (ou para alguns fazer recordar) a clássica cena do "grito do Ipiranga" do filme "Independência ou Morte" de 1972, onde D.Pedro I interpretado por Tarcisio Meira, proclama a Independência do Brasil às margens do Rio Ipiranga.



Sabemos que essa cena na verdade não aconteceu nessa exata magnitude, mas ela serviu muito bem para criar uma "alegoria" acerca da construção de uma nova nação; livre, punjante e destemida. A princípio, obra de uma única pessoa, a nossa independência foi realizada por uma pequena elite "ilustrada" e no passar dos anos quem esteve no poder sempre a utilizou para si. Daí os motivos de que no Brasil, o feriado de 7 de setembro fica restrito até os dias atuais nos palácios de governo e nos desfiles militares. Ao contrário das das famsas datas 04 e 14 de julho, quando a população norte americana e francesa respectivamente saem das suas casas para festejarem com alegra e entusiasmo as suas datas nacionais pelo simples motivo de seus antepassados terem sidos agentes ativos da história, no Brasil isso não acontece... Como o "povão brasileiro" não foi convidado em 1822 para participar do movimento de emancipação (honrosa exceção ao povo baiano é bom frisar), vamos torcer para que hoje faça um belo dia de sol para irmos à praia...

UMA VISITA AO MUSEU...

Olá;
Para quem gosta de visitar física e virtualmente museus e tem interesse pela história das antigas civilizações, vale a pena conferir o fantástico conteúdo do Museu Virtual do Iraque. Para quem não sabe ou não lembra das aulas de história, é no atual Iraque em que se localizava a Mesopotâmia, uma das primeiras civilizações da humanidade considerada de “organização complexa” (modo de produção excedente, classes sociais diferenciadas, tecnologias agrícolas e de metalurgia avançadas, sistema de medidas e de anotação entre outras coisas). A visita tem início com uma visão aérea de como seria a antiga mesopotâmia, uma maquete em 3D do museu e vários links de fotos do acervo do museu que aparecem à medida em que você “caminha” pelos seus corredores e abre as suas portas. Aproveitem, pois é imperdível!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O ESTADO TOTALITÁRIO E O INDIVÍDUO

Olá;
Pegando uma onda no filme “A Onda”, publicada na última postagem, aproveito para usar as palavras do ditador fascista italiano Benito Mussolini para explicar com mais detalhes o que significa um regime totalitário e as suas “perigosas relações” com os indivíduos. Vejam que ela é a completa antítese do liberalismo...

"O fascismo é uma concepção histórica em que o homem é o que é na medida em que trabalha com o processo espiritual em que se en­contra, na família ou grupo social, na nação e na história em que todas as nações colaboram. Provém daqui o grande valor da tradição, das memórias do passado, da linguagem, dos costumes, nos padrões da vida social. Fora da história o homem não é nada. Conseqüentemente, o fascismo opõe-se a todas as abstrações individualistas de natureza materialista como as do século XVIII; e opõe-se a todas as inovações e utopias jacobinas. Não considera que seja possível a felicidade sobre a terra na maneira como é vista pela literatura econômica do século XVIII, e em conseqüência disso repele todas as teorias teleológicas segundo as quais a humanidade alcançaria uma condição e estabilidade definitiva num certo período da história. Isto implicaria excluir história e vida que é contínua mudança e permanente futuro. Politicamente, o fascismo pretende ser uma doutrina realista; praticamente aspira a resolver somente os problemas que nascem historicamente e dentro dos quais se encontra ou está sugerida a sua própria solução. Para agir entre homens, como para agir no mundo natural, é necessário entrar no processo da realidade e dominar as forças já em atuação.
Contra o individualismo, a concepção fascista é pelo Estado; e é pelo indivíduo na medida em que este coincide com o Estado, que é a consciência e a vontade universal do homem na sua existência histórica. Opõe-se ao liberalismo clássico, que surgiu da necessidade de reagir contra o absolutismo e que levou a sua finalidade histórica a um fim quando o Estado foi transformado na consciência e vontade do povo. O liberalismo negava o Estado nos interesses do individualismo particular. O fascismo reafirma o Estado como a verdadeira realidade do indivíduo."

Benito Mussolini. Citado por: VAUCHER, Paul. História da Civilização Européia. Volume II. Lisboa, Organizações Crisólis, 1958, pp. 802-3.

domingo, 23 de agosto de 2009

A ONDA



Olá;
Hoje estou aqui para recomendar um filme muito interessante que está em cartaz nos cinemas, em especial para os estudantes e professores. Em períodos como o que atravessamos de enorme desprezo dos jovens pela democracia e liberdade no Brasil, o filme “A Onda” ("Die Welle", Alemanha, 2008, Direção: Dennis Gansel, 101 minutos) é mais do que apenas um “thriller” de cinema, é um alerta para que reflitamos sobre os perigos, que ainda nos rondam, das manipulações doutrinárias políticas ideológicas e religiosas que levam ao reacionarismo viril, intolerância e por fim na perda da liberdade e até mesmo em alguns casos, da própria vida.
Refilmagem de um filme televisivo de 1981, que por sua vez foi baseado em acontecimentos reais ocorridos em uma escola secundarista da Califórnia, EUA em 1967, e que também já foi romanceado em livro (desconheço se foi traduzido para o português), ela fala de como um professor ao demonstrar na prática da sala de aula, como funcionava a doutrinação da população pelo nazismo e fascismo (e regimes totalitários em geral), aos poucos transforma os jovens com sérias consequências.
Um ótimo comentário acerca da mensagem do filme (a versão de 1981) você pode ler aqui.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O PAÍS DO “QUINTO DOS INFERNOS”

Olá;
Recebi durante a semana uma interessante correspondência “viral” eletrônica, de autor desconhecido, sobre a atual tributação nacional, reportando ao que era cobrado no período colonial. Já que existem centenas de blogues e sítios voltadas para as críticas ou apoio ao poder executivo, me reservo a reproduzir apenas a parte que nos interessa que tem realmente respaldo histórico, e para fazer uma análise, sem paixões, mas com comprometimento ético e ideológico, diga-se, que nos oferece “pistas históricas” para que se compreenda a essência do motivo de o Brasil ser um dos maiores cobradores de tributações, taxas e impostos do planeta terra, e também para entender (mas não para se conformar, muito pelo contrário) com o desproporcional retorno desses impostos as necessidades básicas dos seus cidadãos.

O "QUINTO DOS INFERNOS"

Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos".

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...

Para que?
(...)

terça-feira, 4 de agosto de 2009